Nas últimas 24 horas, a comunidade científica foi sacudida por uma descoberta que pode mudar tudo o que sabemos sobre objetos interestelares. Avi Loeb, professor em Harvard famoso por suas polêmicas hipóteses sobre objetos alienígenas — incluindo o enigmático ‘Oumuamua’ — lançou recentemente dois artigos com dados inéditos dos telescópios James Webb e Hubble relacionados ao objeto 3I/ATLAS. E os dados? São de arrepiar.
Loeb encontrou metano, níquel e combinações químicas que desafiam as leis da termodinâmica. Além disso, um vídeo de 28 horas capturou um comportamento do objeto que nenhum cometa jamais exibiu. Contudo, a polêmica está instaurada: cientistas renomados contestam suas conclusões, alegando erros nos cálculos e um exagero na interpretação dos dados, defendendo que seja apenas um cometa estranho. A tensão virou uma verdadeira guerra entre Harvard e NASA, ciência tradicional e ideias revolucionárias.
Quem é Avi Loeb?
Avi Loeb é uma das figuras mais controversas da astrofísica contemporânea. Ex-chefe do departamento de astronomia de Harvard por nove anos e líder do Projeto Galileo, dedicado à busca por tecnologia extraterrestre, ele tem uma postura aberta e desafiadora para discutir a possibilidade de objetos interestelares serem naves alienígenas — o que provoca críticas severas da comunidade científica, que prefere cautela e explicações naturais.
Os Dados Inexplicáveis do James Webb
Os recentes artigos de Loeb se baseiam em observações feitas com o James Webb e o Hubble, focando em 3I/ATLAS nas datas de dezembro de 2025. O telescópio Webb detectou metano (CH4) — uma molécula orgânica associada a processos biológicos na Terra — junto com água, dióxido de carbono, e surpreendentemente, níquel. A presença de níquel evaporando indica temperaturas extremamente altas ou uma composição química incomum, ambos incomuns para cometas.
O Paradoxo Termodinâmico que Quebra Regras
Outro choque foi a detecção simultânea de monóxido de carbono (CO) e metano (CH4). Normalmente, o CO, mais volátil, sublima primeiro quando o objeto se aproxima do Sol, desaparecendo antes do metano começar a evaporar. Porém, mesmo após o periélio em outubro de 2025, os dois gases foram encontrados juntos em dezembro. Isso é anômalo e desafia as leis da termodinâmica como conhecemos, indicando processos incomuns ou desconhecidos em ação.
A Teoria da Nave Camuflada
Com base nesses dados, Loeb propõe uma hipótese audaciosa: o 3I/ATLAS poderia ser uma espaçonave interestelar camuflada como cometa, protegida por gelo e rocha, funcionando como um cavalo de Troia espacial para explorar sistemas solares sem ser detectada. Algumas evidências geométricas apoiam essa ideia, como a simetria exata de três jatos de gás e uma anti-cauda gigantesca que poderia funcionar como um escudo térmico. A órbita do objeto, alinhada com o plano dos planetas do sistema solar, é inesperada e sugere uma intenção estratégica.
A Reposta da Comunidade Científica
Porém, nem todos concordam. Cientistas como Jason Wright e Paul Desch questionam as conclusões de Loeb. Wright demonstrou que os cálculos de densidade da anti-cauda estão superfaturados em milhares de vezes, tornando insustentável a ideia de um cometa expulsando gases na taxa sugerida por Loeb. Desch criticou o modelo físico usado, alegando que Loeb aplicou uma física inadequada ao fenômeno observado. A NASA, por sua vez, defende que o comportamento é consistente com um cometa ativo comum, ainda que raro.
O Histórico Polêmico de Loeb
Esta não é a primeira vez que Loeb levanta hipóteses que causam controvérsia. Em 2017, sugeriu que ‘Oumuamua’ poderia ser uma vela solar alienígena, uma ideia rejeitada pela maioria. Em 2023, propôs que microsferas metálicas recuperadas no oceano seriam fragmentos interstelar, também desacreditadas pela comunidade. Com o 3I/ATLAS, ele insiste na possibilidade de tecnologia alienígena, atraindo tanto atenção quanto ceticismo.
O Vídeo de 28 Horas do TESS
Um dos pontos mais incríveis desta história é um vídeo de 28 horas capturado pelo satélite TESS em janeiro de 2026, que mostra o movimento do 3I/ATLAS em detalhes inéditos, incluindo o balançar rítmico da anti-cauda, replicando a oscilação prevista por Loeb. Antes disso, em maio de 2025, o satélite capturou imagens do objeto apagado, sem sinais de atividade. Um contraste dramático que intriga os cientistas.
O Mistério do Metano e a Importância da Biosignature
O metano é uma biosignature — um indicador potencial de vida. Em nosso planeta, a maior parte do metano é gerada por processos biológicos. Detectá-lo em um objeto interestelar levanta questões profundas sobre sua origem. Além disso, o paradoxo da coexistência do metano e do monóxido de carbono após o periélio sugere que processos geológicos ativos ou algo mais incomum está em curso, que desafiam nosso entendimento atual.
O Que Vem Por Aí?
Apesar da controvérsia, a ciência segue seu curso tranquilo — ou nem tanto. Em março de 2026, o 3I/ATLAS passará a 53 milhões de quilômetros de Júpiter, quando várias sondas espaciais estarão em posição para observá-lo de perto, numa oportunidade única. Novas informações poderão confirmar se estamos diante da primeira evidência real de tecnologia alienígena visitando nosso sistema solar ou apenas de um cometa excepcionalmente estranho.
Reflexão Final: Ciência em Ação
O mais fascinante nesta história é a abertura do debate científico à possibilidade de vida avançada além da Terra, com dados concretos e discussões públicas entre instituições renomadas. Não há respostas definitivas ainda, e está tudo bem não saber. O que importa é que a ciência funciona questionando, testando, revisando e seguindo os dados onde quer que eles levem. Em breve, essa jornada será complementada com novas descobertas e esperamos que você esteja pronto para acompanhar cada passo dessa aventura cósmica.
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