CDG-2: A Galáxia Invisível que Desafia a Ciência Atual

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Imagine uma galáxia do tamanho da nossa, localizada a cerca de 300 milhões de anos-luz, mas que quando apontamos qualquer telescópio para ela, não conseguimos ver quase nada. Não porque está muito distante ou por limitações tecnológicas, mas porque essa galáxia, chamada CDG-2, é composta em 99% por algo que não interage com a luz — a matéria escura.

A ESA (Agência Espacial Europeia) divulgou essa descoberta recentemente, publicada no respeitado Astrophysical Journal Letters, confirmando a existência de uma galáxia onde predominam componentes invisíveis. Além da surpresa por sua composição, a CDG-2 coloca em questão modelos estabelecidos sobre como o universo funciona e como as galáxias se formam.

O que é matéria escura e por que ela importa?

Matéria escura é uma substância misteriosa que exerce gravidade e influencia o movimento das estrelas e galáxias. Apesar disso, ela não emite, reflete ou absorve luz, tornando-se invisível para os instrumentos atuais baseados na captura de luz. Estudos estimam que ela representa 27% de toda a matéria e energia do universo, enquanto tudo que conseguimos ver compõe apenas 5%. Assim, o universo visível é apenas uma pequena fração do que existe realmente.

Para entender a CDG-2, é importante lembrar que a matéria escura é detectada pelos seus efeitos gravitacionais, como um peso sentido sem que possamos ver quem o exerce. Neste contexto, imaginamos uma galáxia virtualmente vazia de estrelas convencionais, porém com uma vasta quantidade dessa substância invisível.

Como os cientistas descobriram a CDG-2?

A galáxia está localizada no aglomerado de Perseu, uma região do cosmos muito estudada. A CDG-2 brilha muito pouco comparada à Via Láctea — sua luminosidade equivale a apenas um milhão de sóis, enquanto nossa galáxia tem cerca de cem bilhões. Essa diferença torna sua detecção um desafio extremo.

O que permitiu encontrá-la foram quatro pequenos aglomerados globulares — densos grupos de estrelas — localizados em sua borda. Esses se moviam juntos de forma coordenada, sugerindo que estavam orbitando uma grande massa invisível. Para confirmar, os astrônomos usaram simultaneamente três telescópios: o Hubble, o novo Euclid da ESA, e o Subaru no Havaí.

Os números impressionantes da CDG-2

Os dados revelam que 99% da galáxia é matéria escura e apenas 1% é matéria normal, concentrada principalmente nos quatro aglomerados globulares mencionados. O centro da galáxia está praticamente vazio, o que é um fenômeno desconhecido para os modelos atuais da formação galáctica. Isso torna a CDG-2 um

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