Recentemente, uma descoberta científica extraordinária veio à tona, envolvendo meteoros que não são originários do nosso Sistema Solar. Dois meteoros identificarados em diferentes ocasiões apresentam velocidades que, segundo cálculos rigorosos, indicam sua origem interestelar – vindos de outros sistemas estelares. Mas o que deveria ser motivo de celebração na comunidade científica acabou gerando controvérsia e até censura. A NASA foi acusada de alterar silenciosamente dados sobre esses meteoros no seu banco oficial, o Center for Near-Earth Object Studies (CNEOS), o que levantou questões sérias sobre transparência e integridade científica.
A descoberta dos meteoros CNEOS-22 e CNEOS-25
Em julho de 2022, um meteoro de cerca de 1,8 metro entrou na atmosfera terrestre sobre o oceano Pacífico. Catalogado como CNEOS-22, ele chamou atenção pela velocidade extremamente alta, superando em 8,7 desvios-padrão a chamada velocidade de escape do Sol, que é o limite que define se um objeto está gravitacionalmente preso ao Sistema Solar. Essa velocidade indica que o meteoro veio diretamente do espaço interestelar, cruzando nossa vizinhança cósmica por milhões de anos antes de se desintegrar na atmosfera.
Dois anos depois, em fevereiro de 2025, um segundo meteoro, o CNEOS-25, com aproximadamente 1,2 metro, foi observado queimando sobre o Mar de Barents, no Ártico. Também apresentou velocidade alta demais para ser um objeto solar padrão, com 5,5 desvios-padrão acima da velocidade limite. Esses dados foram reunidos pelo professor Avi Loeb, renomado astrofísico da Universidade Harvard, e seu colaborador Richard Cloete, especialista em mecânica celeste. Eles analisaram os registros do CNEOS e elaboraram um paper científico detalhado comprovando a natureza interestelar desses objetos.
Um enxame de 35 milhões de objetos alienígenas
Mais impressionante ainda foi a estimativa feita por Loeb de que poderia haver cerca de 35 milhões de meteoros interestelares dentro da órbita da Terra. Isso porque os satélites militares americanos, responsáveis pela detecção desses objetos através de sensores infravermelhos, cobrem apenas uma fração do céu. Se em uma pequena área foram detectados dois objetos interestelares em 15 anos, extrapolando para o total do espaço próximo seria lógico esperar dezenas de milhões desses visitantes cósmicos menores, orbitando silenciosamente entre nós.
A polêmica da alteração dos dados pela NASA
Algumas semanas após submeterem seu trabalho para publicação, Loeb percebeu que os dados do meteoro CNEOS-25 haviam sido alterados no banco da NASA, sem aviso ou qualquer explicação. O componente vetorial vertical da velocidade teve o sinal invertido, fazendo com que a velocidade total caísse para um valor abaixo da velocidade de escape solar. Assim, o meteoro deixou de ser classificado como interestelar e passou a ser considerado um objeto típico do Sistema Solar. Essa alteração silenciosa representa uma quebra grave do protocolo científico, pois influencia diretamente a conclusão da pesquisa.
Para comprovar a alteração das informações, Loeb usou registros da Wayback Machine, que arquiva versões antigas de páginas na internet, mostrando claramente a diferença entre os dados originais e os atuais no site do CNEOS.
Censura e rejeição da publicação científica
Além da manipulação dos dados, o paper submetido por Loeb foi rejeitado sem sequer passar por revisão por pares, com a justificativa de “interesse limitado” por um editor associado da revista científica. Essa não é uma prática comum nem saudável no meio acadêmico, especialmente para um tema de tamanha relevância que muda paradigmas da astronomia moderna. Na verdade, essa rejeição é o quarto caso de papers sobre objetos interestelares sendo bloqueados pelo mesmo editor, configurando um padrão preocupante de censura institucional.
O que está acontecendo com a pesquisa sobre objetos interestelares?
O caso levanta questões sérias sobre o medo ou resistência das instituições científicas em admitir a presença e o estudo de meteoros extraterrestres dentro do Sistema Solar. Avi Loeb, com mais de mil publicações e reconhecido no mundo inteiro, realiza sua pesquisa financiada com recursos privados justamente para evitar interferências e censura de agências governamentais que preferem evitar esse tema.
Apesar da manipulação nos dados do CNEOS-25, o meteoro CNEOS-22 permanece com dados robustos e inquestionáveis que confirmam sua origem interestelar, reforçando a possibilidade da existência do enxame de objetos alienígenas que orbitam silenciosamente ao nosso redor, aguardando serem estudados de forma transparente.
Próximos passos: chegada dos dados da missão JUICE
Como um contraponto positivo, nesta mesma semana, estão começando a chegar os dados da missão JUICE da Agência Espacial Europeia, que promete análises detalhadas do cometa interestelar 3I/ATLAS, com instrumentos sofisticados para observar em diferentes comprimentos de onda. Essa missão abre uma nova janela para o entendimento desses visitantes cósmicos e reforça a importância da ciência aberta e acessível para avançar no conhecimento do universo.
Reflexão final
A história dos meteoros interestelares e a controversa atitude da NASA evidenciam a necessidade vital de transparência e responsabilidade na ciência. Modificar dados sem esclarecimento e censurar publicações não condizem com os princípios do método científico, que precisa ser aberto e auditável. Ao mesmo tempo, a existência comprovada de pelo menos um meteoro interestelar confirmado e a estimativa de milhões de objetos semelhantes orbitando o Sol ressaltam um campo de pesquisa fascinante e urgente.
Agora o debate está aberto para a sociedade: será que a resistência institucional é fruto de desinformação, burocracia excessiva, ou existe algo mais profundo e complexo por trás desses fatos? O importante é manter viva a curiosidade, a investigação rigorosa e o compromisso com a verdade no estudo do cosmos.
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